Carne Fraca: ministro reforça que mercado não está fechado e tranquiliza consumidores brasileiros



Fonte/Autor: R7 - Brasil
Blairo Maggi falou sobre a situação do mercado de carne brasileira Ueslei Marcelino/Reuters

O ministro da Agricultura, Blairo Maggi, afirmou que, apesar da suspensão temporária da exportação dos produtos das 21 empresas investigadas, o mercado não está fechado para o exterior. Ele acrescentou que teve autorização do presidente Michel Temer para, caso seja necessário, endurecer o diálogo com os importadores. O ministro voltou a garantir a qualidade dos produtos vendidos no País e tranquilizou os consumidores. 

Maggi afirmou que as suspensões anunciadas até agora são pontuais. Ele citou o caso da Europa, que deixou de importar produtos de especificamente quatro fábricas. Para ele, seria um “desastre” a possibilidade de o País perder seus principais importadores.

— [Seria] um desastre. A China é um grande importador. A Europa é um grande cartão de visitas. Quem exporta para Europa, exporta para qualquer lugar. Eu torço, eu rezo, eu peço para que isso [o embargo] não venha a acontecer.

Até o momento, três países já tinham anunciado embargo à carne brasileira, juntamente com a União Europeia — o que corresponde a 34,24% das exportações de carne bovina e 20,16% das de frango em 2016. China, Chile e Coreia do Sul anunciaram a suspensão da compra de carne brasileira e o bloco europeu suspendeu a compra de quatro empresas.

Maggi disse também que o governo temporariamente não permitirá que as 21 unidades investigadas na operação exportem.

— Todas as 21 estão suspensas. Não vamos emitir certificado de embarque, certificado de exportação. Não há risco de elas irem para fora com essa mercadoria.

Maggi disse que teve autorização do presidente Michel Temer para que, se for necessário, endurecer na reação aos países que vierem a bloquear as importações de carne brasileira.

— Comércio é assim, às vezes tem cotovelada. [...] Se tiver de ter uma reação mais forte, farei com toda tranquilidade.

Ele acrescentou que, mais cedo, havia pedido permissão a Temer para endurecer se for o caso.

Maggi falou que espera que mais de 30 países questionem o Brasil sobre a qualidade da carne após a operação da Polícia Federal, deflagrada na sexta-feira (17). No entanto, ele reforçou que somente a venda de carne de empresas investigadas foram suspensas em alguns países.

O ministro voltou a pedir que os consumidores nacionais fiquem tranquilos.

— Consumidores brasileiros: fiquem tranquilos, podem consumir os produtos, não só de origem animal.

Ele afirmou que o sistema de fiscalização brasileiro é "forte" e que o governo tem mais controle sobre os produtos distribuídos internamente.

Mais cedo, o ministério divulgou a lista de todas as 21 empresas investigadas. De acordo com a pasta, 18 das empresas estão localizadas no Paraná, dois em Goiás e um em Santa Catarina. Todas as empresas passarão por auditoria e as carnes continuam sendo vendidas no País, mas passarão por vistoria mais rigorosa, segundo ele.

— Todo e qualquer produto está passando por um rigoroso processo de investigação.

Além disso, o ministro anunciou intervenção no sistema de fiscalização de alguns Estados. 

— Nós já fizemos a exoneração dos dois superintendentes, do Paraná e de Goiás. E vamos intervir, sim. Eu vou indicar algumas pessoas para esses dois postos que não sejam do dia a dia dessa estrutura, justamente para que sejam pessoas neutras, que possam olhar para os processos e olhar se há brigas políticas dentro das superintendências.

Veja aqui a lista das empresas que estão sendo investigadas

 


Fonte: Site R7 - Brasil.

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