Funcionários dos Correios encerram greve no Rio de Janeiro e em São Paulo

iG São Paulo

Mesmo confirmando-se a aceitação da proposta, a greve não termina completamente em outros estados do País

Os funcionários dos Correios no Rio de Janeiro e em cidades de São Paulo decidiram na noite desta sexta-feira (13), aceitar a proposta da Empresa de Correios e Telégrafos (ECT) e retornar ao trabalho.

Mesmo confirmando-se a aceitação da proposta, a greve não termina completamente. A Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresa de Correios e Telégrafos e Similares (Fentect) reúne 29 dos 35 sindicatos que representam trabalhadores da estatal e se mostrou contrária aos reajustes apresentados pela empresa. O Comando Nacional de Negociações da Fentect anunciou ser contra a aceitação da proposta. Segundo o diretor da Fentect, James Magalhães, “um informe foi enviado para orientar a base pela rejeição” na consulta prevista para o próximo dia 17.

Entenda:
Correios fazem proposta para fim da greve
Correios dizem que operam com 93,3% dos funcionários
Pelo menos seis dos 35 sindicatos estão em greve, dizem Correios

Apesar do movimento grevista, toda a rede de atendimento dos Correios estavam funcionando normalmente, assim como todos os serviços, inclusive o Sedex e o Banco Postal – com exceção da entrega e postagem de encomendas com hora marcada e Disque Coleta nos seguintes locais: Pernambuco, Paraíba, Rio de Janeiro, Tocantins, Rondônia, Rio Grande do Sul e São Paulo.

Para garantir a prestação de serviços à população, os Correios tinham iniciado o Plano de Continuidade de Negócios. Entre as medidas adotadas estavam o deslocamento de empregados entre as unidades, horas extras e mutirões para entrega nos fins de semana.

Os Correios ainda não se manifestaram sobre o final da greve. A estatal informou mais cedo que, na quinta (12), no primeiro dia de greve, 78% das cargas (22,8 milhões de cartas e encomendas) foram entregues em dia. Os 20% restantes representam “possibilidade de atraso ou encaminhamento mais lento”, mas, em geral, “não resultam em atrasos significativos”. Nos primeiros dias das greves anteriores, isso equivalia a atraso de até um dia, informou a estatal.

Rio de Janeiro

A estatal aumentou a proposta para 8% para que a categoria terminasse a greve imediatamente. Antes, a ECT tinha oferecido 5,27% de reajuste e os servidores pediam 6,27% de aumento salarial na data-base, além de benefícios como o plano de saúde da empresa, que poderia ser terceirizado.

A ECT concordou com as reivindicações dos trabalhadores e ofereceu um vale-refeição extra no final do ano, no valor de R$ 650,65, e um vale-cultura de R$ 50 por mês. Os servidores dos Correios entraram hoje no segundo dia de paralisação e antes da assembleia, com a presença de cerca de 300 funcionários, fizeram uma caminhada da Candelária até a Cinelândia, no centro da capital fluminense, onde foi analisada a proposta da empresa.

De acordo com o presidente regional do Sindicato dos Trabalhadores da Empresa Brasileira de Correios, Telégrafos e Similares do Rio (Sintect-RJ), Ronaldo Martins, o reajuste dos trabalhadores foi uma vitória. “A gente conseguiu a garantia e a manutenção do plano de saúde e aumento real de 1,67%. Dentro da estrutura do que vem ocorrendo com outras categorias, foi um avanço o ganho real de salário”, comemorou.

São Paulo

A greve dos trabalhadores dos Correios em São Paulo, na Grande São Paulo, em Sorocaba e em Bauru, localidades em que os sindicatos são ligados à Federação Interestadual dos Sindicatos dos Trabalhadores e Trabalhadoras dos Correios (Findect), foi encerrada no início da noite de hoje. A informação foi confirmada pelo diretor do Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras dos Correios e Similares de São Paulo, Região da Grande São Paulo e Zona Postal de Sorocaba, Wagner Nascimento Guiné.

Reunidos desde o fim da tarde para votar a proposta dos Correios para o fim da greve, os sindicatos ligados à Findect, “caminham para uma aprovação”, de acordo com vice-presidente da federação, Luiz Alberto Bataiola.

A Findect representa os sindicatos dos estados do Tocantins, Rio de Janeiro, de Rondônia, além das cidades paulistas. Bataiola informou à Agência Brasil que o sindicato de São Paulo (capital) aprovou a proposta e, de acordo com ele, as decisões tomada em São Paulo costumam repercutir nos demais sindicatos membros da federação.

*Com informações da Agência Brasil



Fonte: Site Notícias do Último Segundo: o que acontece no Brasil e no Mundo.