Família de jovem morta em Porto Nacional faz caminhada por justiça



Cerca de 150 pessoas participaram do protesto que terminou no Fórum.
Kely mandou mensagem de ‘socorro’ por celular antes de desaparecer.

A família de Kely Moreira de Castro, 19 anos, fez uma caminhada na manhã desta quarta-feira (30), em protesto pela morte da jovem, que foi encontrada na sexta-feira (25), no córrego Francisquinha, no setor São Vicente, em Porto Nacional, a 60 km de Palmas. Kely foi localizada com as mãos e os pés amarrados com cadarço. Ela sumiu no dia 23 de abril, quando saiu de casa para cobrar uma dívida. No mesmo dia, ela enviou uma mensagem de ‘socorro’ para o aparelho celular do pai.

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Caminhada terminou no Fórum de Porto Nacional
(Foto: Paulo Carneiro/TV Anhanguera)

A caminhada, com cerca de 150 pessoas, saiu da casa da família de Kely, no setor Novo Planalto, passou pela Defensoria Pública, Ministério Público e terminou no Fórum da cidade. A ação, segundo o pai da jovem, Wagner Ferreira de Castro, foi uma iniciativa da família e contou com a adesão de outras pessoas que foram vítimas da violência.

“Muitas pessoas aderiram à ideia da gente. A minha filha era querida demais por muita gente”, diz, ressaltando que, mesmo sem serem recebidos por autoridades competentes, a caminhada cumpriu com o objetivo que é o de pedir justiça. “Só não posso dizer que foi um sucesso porque não tenho minha filha aqui.”
Segundo o pai, na sexta-feira (2), a família fará uma visita no cemitério, às 16h, e a missa de sétimo dia será às 19h, na capela do setor Novo Planalto.

Suspeitos

No sábado (26), a polícia prendeu o pedreiro Josimar Souza Brito, de 38 anos, conhecido como Mazinho. Ele é o principal suspeito de ter assassinado a jovem. Segundo a Polícia Civil, o homem foi indicado por duas garotas, que teriam visto o suspeito levando a vítima em uma moto de cor amarela, em direção ao local onde o corpo foi encontrado. A moto foi apreendida. No compartimento do veículo foram encontrados produtos de beleza que podem ser de Kely, já que ela era revendedora de cosméticos.

Mazinho negou qualquer tipo de envolvimento no crime. Mas, com base no depoimento das garotas, o suspeito foi indiciado pelo crime de homicídio qualificado e teve sua prisão preventiva decretada. Ele está na Casa de Prisão Provisória de Palmas, para onde foi transferido após sofrer tentativa de homicídio na Casa de Prisão Provisória de Porto Nacional.

O delegado responsável pelo caso, Jairon Afonso Coelho Miranda, acredita em crime passional. Ele disse que há fortes indícios de que Kely mantinha uma relacionamento com o suspeito e de que o pedreiro não teria aceitado o fim da relação. As duas garotas foram detidas.

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Familiares de Keli percorrem ruas de Porto Nacional pedindo justiça
(Foto: Paulo Carneiro/TV Anhanguera)

G1