Atualizado em 20:23

Comerciantes reclamam da onda de assaltos em rodoviária no Tocantins



Eles dizem que estão assustados e que a sensação é de insegurança.
Terminal rodoviário fica em Porto Nacional, a 60 km de Palmas.

Os comerciantes e usuários do terminal rodoviário de Porto Nacional, a 60 km de Palmas, reclamam dos frequentes assaltos que acontecem no local. A onda de crimes provoca uma sensação de insegurança que tem deixado todos preocupados. “Um rapaz chegou com um revólver e colocou bem aqui por trás [das costas] da gente. Estávamos eu, meu filho e meu noivo. Ele chegou na gente e pediu dinheiro”, relata a comerciante Marinalva Cerqueira.

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Vigilante diz que não consegue, sozinho, fazer a segurança da rodoviária
(Foto: Reprodução/TV Anhanguera)

Maria Ednei Silva Chavier é dona de um dos restaurantes. Ela conta que o movimento começou a cair há alguns meses e diz acreditar que os prejuízos estão relacionados com a falta de segurança do local. “Eu queria trabalhar aqui das 9h às 22h, porque o povo cobra. Mas como não tem segurança eu não tenho como ficar. Tenho ficado nervosa [com medo].”

Um cabeleireiro que é pioneiro na rodoviária está revoltado e assustado com a onda de crimes que acontecem no local. “Aqui eu já vi assalto de mão armada. Não pode uma pessoa entrar no banheiro com celular que ladrão chega mostrando a faca e diz: ‘entrega o celular senão você morre agora’. Já teve tudo isso aqui. É um absurdo!”, reclama Nelton Silva.

Taxistas e comerciantes vivem amedrontados. O terminal é administrado pela maçonaria da cidade. Segundo o administrador da rodoviária, Onésio Reis, o dinheiro arrecadado não é suficiente para melhorar a segurança do local. “Nós temos enviado ofícios ao Comando Geral da PM, do batalhão aqui da cidade, ao prefeito, pedindo um pessoal especializado para que fizesse a segurança aqui do nosso terminal. Ainda não fomos atendidos.”

O único vigilante do local, Camilo João da Silva foi cedido pela prefeitura e diz que tem medo e que é incapaz, sozinho, de impedir as ações dos criminosos. “O que a gente mais precisava aqui era segurança. Se tivesse um posto policial a gente ficava mais tranquilo um pouco, porque qualquer coisa a gente chamava a polícia. Como eles podem estar longe daqui às vezes a gente liga e quando eles chegam não tem mais o que fazer”, explica.

Resposta
O 5º Batalhão da PM de Porto Nacional informou que o ofício da administradora do terminal rodoviário foi recebido e que, porém, por causa da falta de efetivo hoje não é possível deixar um policial fixo no local. O batalhão disse ainda que a rádio patrulha tem feito rondas no local tanto durante o dia quanto a noite. Já a prefeitura da cidade explicou que tem se reunido com os vereadores e com a PM. A gestão informou que eles estudam uma solução para o caso.

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Dona de restaurante diz que está com medo de trabalhar a noite (Foto: Reprodução/TV Anhanguera)

G1 Tocantins