Funcionário de banco é feito refém por criminosos em Araguaína



A família dele também ficou sob a mira dos assaltantes.
A polícia foi informada sobre o sequestro e impediu a ação.

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Polícia foi informada sobre o sequestro e conseguiu impedir a ação, em Araguaína
(Foto: Reprodução/TV Anhanguera)

Um funcionário de uma agência do Banco do Brasil em Araguaína, norte do Tocantins, foi sequestrado na noite da última segunda-feira (2). Segundo a polícia, pelo menos quatro homens armados, invadiram a casa dele e também fizeram refém, os pais e os irmãos do servidor. Foram pelo menos 10 horas sob a mira dos assaltantes.

Na manhã de terça-feira (3), o funcionário foi até a agência cumprir a ordem dos assaltantes e retirar uma quantia em dinheiro. Mas a ação foi frustrada pela polícia. Segundo o delegado, José Anchieta de Meneses, responsável pelo caso, vizinhos perceberam a movimentação e ligaram para a polícia informando sobre o sequestro. Assim que o servidor chegou à agência, as Polícias Militar e Civil também chegaram, bloquearam o cofre e retiraram o funcionário e um tesoureiro da agência.

A PM impediu o trânsito nas ruas que dão acesso a agência e ficou boa parte da manhã de terça-feira em frente ao banco. Segundo o delegado, a família foi mantida refém a cerca de 10 km da cidade, na beira da rodovia, no meio do mato. Os criminosos resolveram liberar os reféns depois que a polícia impediu a retirada do dinheiro. “Como tivemos informações de vizinhos do que estaria ocorrendo, foram tomadas as providências, inclusive com o bloqueio do cofre. Em razão de os criminosos terem visto que seria impossível a pretensão deles de levar o dinheiro, decidiram por abandonar a família e se evadir”, explicou.

A polícia descarta qualquer relação do sequestro com os ataques aos ônibus no estado. “Acredita-se que tenha sido a ação de outro tipo de grupo criminoso”, argumentou o delegado. Para os moradores, situações como essa geram mais insegurança. “A gente já vem ao banco com certo receio. Depois desses acontecimentos, da queima dos ônibus, do sequestro, a gente fica preocupado em vir ao banco”, disse o estudante Lucas Luna. Segundo a polícia, ninguém foi preso.

G1 Tocantins