Operação da PF combate desvio de recursos públicos envolvendo a UFT



Parte do valor destinado à projetos não teve comprovação de aplicação.
Polícia vai cumprir mandados em três cidades do TO e no Rio de Janeiro.

A Polícia Federal deu início a uma operação de combate a um esquema de desvio de recursos públicos federais, envolvendo a Universidade Federal do Tocantins (UFT) e a Fundação de Apoio Científico e Tecnológico do Tocantins (Fapto). “Apoio Zero” foi deflagrada nessa quinta-feira (17) e vai cumprir oito mandados de condução coercitiva e dez mandados de busca e apreensão em Palmas, Porto Nacional, Gurupi e Rio de Janeiro. A ação é realizada em parceria com o Ministério Público Federal e com a Controladoria Geral da União.

Segundo a polícia, serão conduzidos coercitivamente integrantes da alta administração da UFT e da Fapto, além de empresários. Já os mandados de busca e apreensão serão cumpridos na Universidade, na Fundação, em duas empresas e nos endereços residenciais dos investigados.

De acordo com a PF, a UFT teria repassado dinheiro à Fapto, para realização de projetos de ensino, pesquisa e extensão. O dinheiro era transferido de contas específicas de projetos para contas da administração da Fundação.

Mas parte dos valores não voltava às contas dos projetos. Por isso, a polícia acredita que esse recurso possa ter sido desviado para outras pessoas e empresas ligadas aos gestores da Fapto, através de transferências e saques.

Conforme a PF, as investigações começaram em julho desse ano e com autorização judicial foram feitas análises de extratos bancários. Os documentos mostram que em 2014 foram movimentados R$ 6.629.797,37 entre contas correntes específicas de diversos projetos e contas genéricas da administração da Fundação.

Desse total, R$ 4.001.806,51 saíram de contas de projetos e foram para contas genéricas da Fapto. Já o montante de R$ 2.627.990,86 saiu das contas genéricas para contas específicas dos projetos. Ou seja, houve uma diferença de R$ 1.373.815,65 que saiu das contas específicas de projetos para as contas particulares da Fundação. Segundo a polícia, não houve a comprovação de que esse recurso foi aplicado na execução de projetos.

Operação
Segundo a PF, o nome Apoio Zero é uma referência a atuação da Fapto, que em vez de prestar apoio aos projetos da UFT, usava o dinheiro destinado a eles, de forma ilegal. Mais de 40 policiais federais participam da operação. Ainda de acordo com a polícia, as pessoas envolvidas na fraude podem pegar entre 2 a 12 anos de prisão.

G1 Tocantins